A pedido do PSL, Conselho de Ética processa deputado Glauber Braga

Para partido, deputado quebrou decoro parlamentar ao chamar Moro de juiz ladrão. Processo pode pedir cassação do mandato

CARTA CAPITAL

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu um processo na quarta-feira 18 que pode levar à cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A abertura atende a uma representação do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que acusa o deputado de ter quebrado o decoro parlamentar em declarações dirigidas ao ministro da Justiça, Sergio Moro.

Durante uma audiência na Câmara, Rocha se dirigiu ao ministro com a declaração: “O senhor vai estar nos livros de história como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão (…) um juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa pra fazer com que a democracia brasileira fosse atingida (…) é o que o senhor é, um juiz que se corrompeu e um juiz ladrão”.

Para o PSL, é evidente que a conduta de Glauber Braga caracterizam “verdadeiro abuso de prerrogativas conferidas aos membros do Congresso Nacional”.

O deputado, por sua vez, rebate o entendimento do partido, afirma que suas declarações foram “sóbrias” e ter apresentado uma defesa ao Conselho de Ética com base em dois argumentos principais: o uso da fala como argumento democrático e a exceção da verdade. “Quem fala a verdade não merece punição. Moro é um juiz ladrão mesmo e ponto final”, declarou.

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