Brasil é o 4º país com maior número de adultos diabéticos

A doença que atinge quase 10% da população brasileira ainda não tem cura, mas pode ser controlada

 

Mais comum do que se imagina, o diabetes é uma doença que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, de acordo com a International Diabetes Federation (IDF). Os números tornam o Brasil o 4° país com o maior número de adultos entre 20 e 79 anos com a doença. Em todo o mundo, o diabetes causa cerca de 4 milhões de óbitos, sendo que em torno de 45% deles atingem pessoas com menos de 60 anos.

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas, sendo responsável pela captação de glicose (açúcar) do sangue para gerar energia ao nosso organismo. O diabetes decorre da incapacidade do pâncreas em produzir esse hormônio e exercer adequadamente seus efeitos. Sem o controle adequado, a doença traz riscos à saúde, atingindo artérias, rins, olhos e coração.

Entre os tipos de diabetes mais comuns estão o 1 e 2, além do gestacional. O que difere o tipo 1 e 2 é a idade.  As crianças e os adolescentes geralmente têm diabetes do tipo 1, onde o corpo não produz mais insulina. Já no tipo 2, normalmente aparece a partir dos 40 anos, correspondendo a quase 95% dos casos, onde se tem uma produção pequena ou não efetiva da insulina. No caso da diabetes gestacional, ela ocorre pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, e pode prejudicar à saúde da mulher e do bebê.

Lembrado no dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes é a data para conscientizar a população sobre a doença, que pode se manifestar em qualquer idade, seja por predisposição ou hereditariedade. As chances de contrair a doença aumentam em casos de má alimentação, sedentarismo e obesidade. A melhor forma de prevenção está na manutenção de uma alimentação saudável, evitar o consumo de álcool e tabaco, além da prática de exercícios.

Para o médico endocrinologista Karlisson Cunha, do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), unidade gerenciada pela Pró-Saúde sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), a vigilância deve aumentar quando se tem um histórico de diabetes na família. “A predisposição genética é um fator importante para a doença. Assim, o histórico familiar e os fatores de risco devem trazer mais cuidado e incentivo para a prevenção”, ressalta.

Mesmo sem cura, o controle da doença permite uma boa qualidade de vida, sendo necessário o acompanhamento médico periodicamente. Os principais sintomas do diabetes são fome ou sede excessiva, cansaço inexplicável, perda de peso, má cicatrização de feridas e visão embaçada. Muitos diabéticos não sabem que possuem a doença, por isso e importante observar os sintomas e procurar atendimento médico para avaliação de um profissional de saúde.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente, realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

Comunicação – Pró-Saúde