Câmara aprova abertura facultativa do comércio em Ourinhos em finais de semana e feriados – BOM ou RUIM?

O desenvolvimento de uma cidade não pode se ater à proibições de abertura do setor comercial, como o caso de Ourinhos, até então atrelado aos tradicionais comerciantes, Associação Comercial e Sindicatos, estando sujeita à estagnação pura e simples e, estagnada, retrocede no tempo e no espaço. Entre a evolução e o retrocesso, preferimos, claro, a evolução.

O governo federal liberou, por intermédio de MP, a abertura facultativa de todos os estabelecimentos comerciais justamente para ampliar os horários e o número de dias trabalhados e, consequentemente, o número de empregos disponíveis, pois os proprietários das empresas não trabalham sozinhos, são dependentes dos trabalhadores.

Não procede a desculpa que os trabalhadores não suportam fazerem tantas horas extras e que precisam do descanso semanal, pois neste espaço existem as leis trabalhistas, que impedem todo e qualquer suposto abuso dos empregadores que se prontificarem a abrirem seus comércios nos finais de semana e feriados sem remuneração no caso de horas extras e quantidade de horas permitidas aos empregados.

Os empresários podem muito bem e legalmente contratarem funcionários apenas para os finais de semana e feriados, assim como um rodízio de funcionários sem que extrapolem as horas semanais permitidas em lei, negociando inclusive na contratação os funcionários que se dispõem ao trabalho referido, pois aumentando os horários de abertura das empresas consequentemente podem aumentar o número de funcionários para fazerem frente à demanda, criando mais empregos.

As cidades modernas e em desenvolvimento estão direcionando seus comércios nesse sentido, criando mais empregos, melhores salários e atendendo melhor a clientela que não tem tempo hoje de fazer compras, de lazer e outros afazeres nos estabelecimentos que não se dispõem a abertura nos finais de semana e feriados, é além de tudo comodidade e conforto aos usuários.

Em uma discussão específica no caso da vinda da empresa Havan para Ourinhos, o que é inevitável, alguns vereadores expuseram suas teses contrárias ao procedimento utilizado, ou seja, em regime de urgência, embora de antemão toda a cidade, mais ainda os vereadores, tivessem conhecimento desse acontecimento na segunda feira, sem poder alegar ignorância, ainda que muito se tenha discutido, com destaque a fala do vereador Caio Lima, que esclareceu os contendores de forma exemplar antes ainda da votação, que ao final restaram 04 votos contrários e 10 favoráveis, não necessitando do voto do presidente que certamente somaria 15.

Esse fato, diga-se memorável, vem dissipar ainda mais um problema que há muitas décadas atravancava o progresso de Ourinhos, onde meia dúzia de empresários tradicionais, sempre em entendimento próximo com Administradores, vereadores, sindicatos e Associação Comercial, se locupletavam dessa blindagem no centro da cidade, para onde eram direcionados as festividades, eventos, promoções e tudo o mais, excluindo os menos favorecidos, ou seja, os empresários que não fizessem parte ou não tivessem condições financeiras para ascender ao “coronelismo comercial”, que impedia tentativas de crescimento no centro da cidade, de novos investimentos que abrissem as portas da cidade para muitos outros empregos que não aqueles, ali centralizados.

Ourinhos está se abrindo ao futuro, ao engrandecimento populacional, educacional, comercial e já de olho nas grandes indústrias, nos grandes empreendimentos, desgarrando-se das velhas amarras que até então barraram seu crescimento a começar pela descentralização do comércio, abrindo novos núcleos habitacionais e comerciais, estamos todos observando a mudança nas profissões e nos novos empresários que surgem vindos de fora ou mesmo daqui, gemas da terra com novas idéias, transformando o modo de pensar, de trabalhar, de investir, de construir, de criar novos empregos em uma abertura racional e independente dos antigos valores de nossos avós, pais e de nós mesmos, são nossos filhos abrindo caminho para os novos tempos, aprimorando o que existe e criando novos empreendimentos, é o futuro que Ourinhos está fazendo parte de corpo e alma.

A expansão exige novos e modernos empreendimentos, descentralizados, mesmo porque o centro da cidade não mais comporta tais empresas, as que ali estão em parte pararam no tempo, não justificando o impedimento de que outras empresas, modernas e eficazes no comércio sejam aqui instaladas, então que venha a Havan e muitas outras, que venham indústrias, que venham os empregos e que Ourinhos, a Ourinhos de todos, não só de meia dúzia, comporte a tudo com uma boa qualidade de vida a seus cidadãos. Ourinhos está no caminho certo!

JORNAL TABLÓIDE