Câmara divulga denúncia anônima que motiva impeachment de Trump

Um agente de inteligência do país afirmou que o presidente dos EUA usou seu poder para pedir interferência estrangeira nas eleições de 2020.

 

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes liberou, na manhã desta quinta-feira (16), o documento com a denúncia contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que motivou o Partido Democrata a seguir adiante com a abertura de um inquérito de impeachment.

O denunciante, membro das agências de inteligência cujo nome ainda não foi identificado, afirmou que Trump agiu com “interesses pessoais” durante ligação telefônica com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no dia 25 de julho.

Segundo o denunciante, alguns dias depois da ligação, altos funcionários da Casa Branca se mobilizaram para “bloquear” todos os arquivos vinculados à conversa.

O pedido para que Zelensky prosseguisse com a investigação do ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho Hunter Biden e a promessa de que o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, com a supervisão do Procurador-geral, William Barr, iriam entrar em contato com ele.

No entanto, como mostrou a transcrição da ligação divulgada pela Casa Branca, o nome de Giuliani foi citado na conversa pelo mandatário ucraniano.

O documento enviado pelo denunciante também diz que Trump aconselhou o seu vice-presidente, Mike Pence, a cancelar sua viagem para a Ucrânia no dia da posse de Zelensky e ele próprio não iria conhecer o ucraniano até descobrir como Zelensky “escolheu agir”.

Trump negou qualquer irregularidade na conversa e na quarta-feira (25) afirmou: “Não ameacei ninguém, não pressionei, nada”. Zelensky também negou que tenha sido pressionado.

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