Fraquejada: Flávio Bolsonaro está atrapalhando o Brasil

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O filho 01 do presidente faz o STF ter mais poder do que seu próprio pai, empaca as reformas e entrava até as investigações contra Verdevaldo

Juridicamente, é uma burocracia simples. Na análise do que é justo (o que, em se tratando de política e STF, é quase sempre o contrário do que é decidido juridicamente), Flávio Bolsonaro praticamente assina uma confissão de culpa. Aliás, o mesmo valeria para o próprio STF, mas, como se sabe, ninguém fala mal do STF, até parece que o STF fez alguma coisa de errado, por favor, imagine, eu peço desculpas.

O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma reclamação ao STF no início de setembro afirmando que, mesmo que Dias Toffoli tenha determinado o fim o contrário, as investigações contra ele prosseguiram. 

De acordo com Gilmar Mendes, Flávio Bolsonaro pediu ao MP e ao TJ a suspensão, para o cumprimento da decisão de Toffoli até o julgamento em definitivo pelo Supremo.

A questão envolve uma intrincada complicação com o ex-Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF). Mas isso pouco importa.

O problema maior é que Flávio Bolsonaro acaba confirmando a tese de um certo “acordão” com Toffoli para preservá-lo, enquanto também é preservado o ecossistema do establishment anterior a Bolsonaro. Assim, ambos ficam praticamente intactos.

Ora, Bolsonaro não foi eleito para fazer acordos – por isso é divertidíssimo testemunhar jornalistas abobalhados com declarações nada protocolares do presidente, como a de hoje, dizendo que “o interesse na Amazônia não é no índio, nem na porra da árvore, é no minério” (sic). Bolsonaro não foi eleito para ser um Alckmin ou Amoedo, foi eleito para chutar bundas. 

Uma das maiores mazelas do país atualmente, como já alertamos em nossa revista exclusiva, é que o “presidente autoritário” (era esse o medo, alguém lembra?) não tem autoridade nenhuma (o que, aliás, revela todo o problema das “análises” políticas de esquerdistas e isentões). E Jair Bolsonaro parece de mãos atadas justamente por causa de seu filho 01.

Bolsonaro poderia contar com o apoio direto da população. Aliás, é o único apoio que tem, não tendo nem um partido de fato (apenas uma estrutura burocrática com formato de partido, mas que não tem coesão interna alguma).

Mas o presidente, eleito sob a chancela do combate à corrupção, parece mesmo ter de fazer um acordão com o STF, o maior entrave no país à Lava Jato, para proteger o filho.

O povo brasileiro quer um STF, que não foi eleito, completamente incapaz de atrapalhar o país. E quer um presidente que foi eleito perfeitamente capaz de causar alguma mudança no Brasil. O que acontece no país é exatamente o contrário: o tal “presidente autoritário” corre o risco de entrar para a história como simplesmente um Temer mais engraçadinho, enquanto o STF, que não foi eleito (aliás, praticamente metade dele foi indicado pelo PT) parece ter poderes stalinistas. E sem sofrer a menor resistência do Palácio do Planalto.

Parece ruim? E que tal as mesmas investigações do ex-Coaf, atual UIF, também envolverem as transações de David Miranda e Glenn Greenwald, do Intecept? Pois é: o

Leandro Ruschel 🗣🇺🇲🇧🇷🇧🇷@leandroruschel

Comparem a cobertura na extrema-imprensa do caso Queiroz e dos R$ 2,5 milhões do “preto” e “favelado” do PSOL, companheiro do Verdevaldo.

Detalhe: o valor movimento pelo oprimido é mais que o dobro.

Leandro Ruschel 🗣🇺🇲🇧🇷🇧🇷@leandroruschel

Comparem a cobertura na extrema-imprensa do caso Queiroz e dos R$ 2,5 milhões do “preto” e “favelado” do PSOL, companheiro do Verdevaldo.

Detalhe: o valor movimento pelo oprimido é mais que o dobro.

lucianfellows@lucianfellows

49 milhões movimentados pela assessora do André Ceciliano do PT presidente da Alerj e nem um pio até agora. 49 MILHÕES! Repito: 49MILHÕES!

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Leandro Ruschel 🗣🇺🇲🇧🇷🇧🇷@leandroruschel

Comparem a cobertura na extrema-imprensa do caso Queiroz e dos R$ 2,5 milhões do “preto” e “favelado” do PSOL, companheiro do Verdevaldo.

Detalhe: o valor movimento pelo oprimido é mais que o dobro.

Wallace Junior@Wallace_Fk

“COAF aponta esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro”

– Cadê o Queiroz? –

“COAF aponta esquema de rachadinha no gabinete de David Miranda”

– Ai, é perseguição do Moro –

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A piada ainda não está ofensiva o suficiente? Pois lembremos: Verdevaldo disse que o vazamento de dados do Coaf sobre seu “marido” David Miranda foi… um vazamento ilegal. Caramba! Mas tinha que prender quem faz isso, né? Mofar na cadeia. Que roubo!

As investigações estão paradas a pedido – e é este o problema: a pedido – de Flávio Bolsonaro. Como seria divertido ver o ex-Coaf devassando a vida de Verdevaldo, não? Por que logo um Bolsonaro impede a alegria do brasileiro?

Ora, se Flávio Bolsonaro não tem nada a esconder, já deveria ter jogado seu extrato na cara de jornalistas há muito. Já teriam acabado com essa patacoada, já teríamos uma resistência a menos para ter uma mudança grande e desejada pelo país. Por que Flávio Bolsonaro quer interromper tudo do ex-Coaf, prejudicando o país, que tem de agüentar um Verdevaldo e um David Miranda enquanto isso?

Antes de tomar posse, a maior parte do eleitorado de Bolsonaro – que venceu as eleições – acreditava que Flávio Bolsonaro assumiria a presidência do Senado. Que teríamos, finalmente, um governo conservador, com um Legislativo que não fosse bolivariano e comprado como foi na era mensaleira do PT. No fim, Flávio 01 nem tentou a presidência, atolado no escândalo, e simplesmente sumiu do noticiário.

Ver um Bolsonaro tendo Dias Toffoli e Gilmar Mendes como maiores aliados é uma tristeza muito grande para o eleitorado do presidente. Flávio Bolsonaro precisa parar de atrapalhar a mudança no país.

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