Mulher que recebeu bebê arrancado de gestante é presa em Rondônia

Bebê arrancado da barriga da mãe assassinada sobreviveu

Reprodução

Mais dois adolescentes tiveram envolvimento no crime e estão internados em unidade que abriga menores infratores; estado de saúde do bebê é estável

 

A Polícia Civil de Rondônia prendeu, na tarde desta quarta-feira (23), Kátia Barros Rabelo, de 34 anos, única adulta envolvida nos assassinatos cometidos por dois adolescentes – de 13 e 15 anos –, responsáveis pelas mortes de Fabiana Pires Santana, 23, grávida de oito meses que teve o filho arrancado pelos dois jovens, e seu filho, de apenas sete anos.

Agora internado no Hospital da Base de Porto Velho em estado estável, o bebê havia sido entregado a Kátia, que disse ao namorado que estava grávida e, para confirmar a história falsa, utilizou do filho recém-nascido de Fabiana para enganá-lo.

Em contato com a reportagem do R7, a delegada Leisaloma Carvalho Resen, responsável pelas investigações e titular da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida, disse que mais dois adolescentes tiveram envolvimento com o crime e que agora estão internados em uma unidade que abriga menores infratores. Perguntada sobre a participação dos outros dois jovens, ela não deu detalhes: “Estamos trabalhando nisso”.

Segundo Leisaloma, Kátia presenciou o planejamento do crime e, ciente das intenções, pediu a criança para que fosse dada como sua ao namorado, confirmando a ele o que havia dito.

“[Kátia] simulou a gravidez por oito meses. Ela engordou, chegou a mostrar fotos da barriga e mandou ao namorado fotos de ultrassons tirados da internet”, disse a responsável pelas investigações. Dois dias depois do crime, continuou a delegada, “ela ainda levou a criança para que o garimpeiro visse, e disse que tinha dado à luz”.

A partir das investigações, o saldo até o momento é de quatro adolescentes apreendidos e um adulto preso: Kátia. No entanto, a delegada ainda investiga se mais pessoas participaram do crime. “Esse (cinco) é o número de pessoas recolhidas até o momento. Pode ter mais gente”, disse ela.

R7