Novo ‘Minha casa, minha vida’ terá vouchers para compra, construção e reforma

Com a nova proposta, os beneficiários do programa desfrutarão de maior liberdade para definirem como será o andamento de seu imóvel.

 

Um novo sistema será implantado no programa “Minha Casa, minha vida”. O projeto passará a priorizar municípios com até 50 mil habitantes, além de conceder maior liberdade para os beneficiários definirem como será o imóvel. Isso porque haverá três tipos de vouchers: para comprar, para construir ou para reformar.

Até então, o beneficiário recebia a casa pronta da construtora. Daí em diante, o mesmo passará a receber um voucher (documento fornecido para comprovar um pagamento ou comprovante que dá direito a um produto) para definir como a obra será tocada, o que engloba a escolha pessoal do engenheiro assim como a própria arquitetura do imóvel.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto pontua que o fornecimento do voucher possibilitará que participação do beneficiário da construção, sendo possível então, escolher o local onde a casa será feita e até mesmo o projeto da unidade habitacional.

“Muitas vezes a família precisa ou quer uma casa mais simples e maior. Outra, com cômodos menores e mais qualidade de acabamento. A gente quer deixar isso a critério do beneficiário”, esclareceu.

Valor médio dos voucher “Minha casa, minha vida”

Questionado sobre o valor médio a ser liberado, o ministro afirmou que a quantia do voucher varia conforme os preços correntes no mercado imobiliário no local onde o imóvel será construído. De todo modo, o programa trabalha com valor médio de R$ 60 mil por beneficiário, nas modalidades de aquisição, para comprar o imóvel já pronto.

Quem tem direito?

Inicialmente, a intenção do governo é oferecer vouchers a famílias com renda mensal de até R$1200. Já aqueles com renda superior a esse valor, deverão entrar no programa de financiamento do programa.

Juros menores

De acordo com o Gustavo Canuto, a ideia é oferecer também oferecer juros abaixo dos cobrados atualmente.

“Hoje a faixa é de 5% (ao ano). A gente quer baixar isso para 4,5% ou 4% para ficar mais competitivo. Essa é a premissa base”, ressaltou.

Ademais, o governo estima que o novo programa resulte na construção de 400 mil unidades já em 2020. Segundo a pasta, em 2019,foram entregues 245 mil residências pelo modelo atual, e 233 mil estão em construção.

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