Paraisópolis: Doria muda tom e fala em mudar PM após repercussão das mortes

Bruno Aragaki
Após ter elogiado a ação da Polícia Militar em Paraisópolis, onde nove jovens morreram no último fim de semana, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mudou o tom e passou a usar termos como “incompatível” e “inaceitável” para falar da atuação da corporação.

Hoje, segundo a Folha de S.Paulo, Doria disse:

“Como governador do estado de São Paulo, eu não aceito que no estado onde tendo sido eleito governador, esse tipo de procedimento exista. E não mais vai existir”.

A fala difere de declarações do governador no dia seguinte à tragédia:

“A política de segurança pública não vai mudar. As ações na comunidade de Paraisópolis e em outras comunidades de São Paulo, seja por obediência da lei do silêncio, por busca e apreensão de drogas ou fruto de roubos, vão continuar”.

A mudança também se dá após o ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL), Sergio Moro, afirmar que houve falhas graves do caso.

Depois das mortes em Paraisópolis, ao fim de um baile funk, passaram a ser divulgados vídeos mostrando policiais batendo em participantes, e surgiram relatos de agressão — como o de uma jovem que afirma que um PM a agrediu com uma garrafa de uísque em seu rosto.

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