Polícia apura se suspeito de matar Emanuelle se enforcou com lençol

Emanuelle foi morta com 13 golpes de faca pelo vizinho ao apanhar mangas

Reprodução Record TV

Corpo de Aguinaldo Guilherme Assunção foi encontrado em cela com restos de refeição e itens de higiene. Polícia não descarta homicídio

O corpo do suspeito de ter assassinado a menina Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, Aguinaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, foi encontrado morto no Centro de Detenção Provisória de Cerqueira César, a 304 quilômetros de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (15), suspenso em um lençol amarrado em uma estrutura de ventilação da cela.

Além do lençol, foram encontrados na cela em que Aguinaldo estava restos de refeição e itens de higiene. Apesar dos indícios de suicídio, a polícia não descarta a possibilidade de homicídio. “O cenário estava em ordem, condizente com a posibilidade de suicídio. Mas tudo será apurado”, afirma Marco Aurélio Gongalves Gomes, delegado de Cerqueira César.

A cela em que Aguinaldo estava tinha capacidade para abrigar duas pessoas, mas o delegado afirmou que por questões de segurança ele foi colocado no espaço isoladamente. “Não foram identificados sinais de violência física”, afirmou o delegado que compareceu à unidade na manhã desta quarta-feira junto à perícia.

Segundo a Polícia Civil, o homem apontado como assassino de Emanuelle chegou na unidade prisional na tarde da terça-feira (15), recebeu o kit de lençol e de higiene. Na manhã desta quarta-feira, por volta das 5h, durante a contagem de presos, os agentes teriam se deparados com ele suspenso e amarrado em uma espécie de local para circulação de ar no interior da cela.

O delegado afirmou que quando um preso chega nas unidades, os agentes de segurança tem uma conversa com o detento. Porém, ele disse que não tem informações sobre o que teria sido conversado com Aguinaldo.

O delegado informou ainda que será instaurado um inquérito policial e os vizinhos de cela de Aguinaldo serão ouvidos. “Também será realizado um exame necroscópico para constatar vestígios relacionados ao óbito e identificação da causa da morto”, afirmou Gomes.

A previsão é que o exame seja realizado nesta quarta-feira. Além disso, o IC (Instituto de Criminalística) deve realizar um laudo relacionado ao local da morte. O delegado da cidade afirmou que entrou em contato com a Delegacia de Ourinhos que, segundo ele, colabora com as investigações. Os laudos devem ser concluídos em 10 dias.

‘Queria me vingar da mãe dela’, diz homem que matou Emanuelle

Autor alegou que a mãe dela não permitia que a garota brincasse com o enteado dele 

“O problema não era com a menina, queria me vingar da mãe dela”, confessou o lavrador Aguinaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, em depoimento à polícia. Ele alegou ter matado Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, em Chavantes, no interior de São Paulo, com 13 golpes de faca por vingança. “A mãe dela não gostava que meu moleque brincasse com a menina dela, deixava com qualquer um menos ele”, afirmou o suspeito.

Em confissão gravada pela polícia, Aguinaldo revelou que o objetivo dele era Fabiana Pestana, mãe da garota, mas na sexta-feira (10) ele viu a criança sozinha na praça. De acordo com o suspeito, foi a menina quem o chamou para buscar mangas. “Uma semana antes, eu, ela, meu sobrinho e enteado fomos buscar manga e ela mentiu que tinha avisado a mãe”, contou.

Após o pedido, ele combinou de encontrar Emanuelle mais à frente e disse que buscaria duas sacolas em casa. Ele também pegou a faca usada no crime. A menina foi levada para a região de mata na fazenda de bicicleta, na companhia de Aguinaldo.

As buscas pela garota duraram 4 dias. Em um primeiro momento, Aguinaldo negou à polícia saber sobre o desaparecimento da menina, mas imagens mostravam Emanuelle caminhando sozinha pela região, mas sendo seguida por ele.

O suspeito chegou a mandar uma mensagem para um amigo afirmando que estava ajudando a família a procurar a criança que sumiu após brincar no parquinho. O corpo da criança foi localizado no endereço apontado por Aguinaldo.

Segundo a sobrinha do suspeito, Roberta Assunção, foi uma surpresa para a família ele ser o autor do crime. “Eu me coloco na dor dessa mãe, eu ajudei todos os dias a mulher a procurar a filha dela, daí depois veio a notícia que foi ele que matou ela”, disse em lágrimas.

R7