Adeus, lixo nuclear! Super baterias de diamante podem ser criadas com resíduo radioativo

Avanços recentes na tecnologia indicam que os aparelhos devem ter baterias cada vez menores com maior capacidade de vários tipos de tecnologias diferentes como grafeno que já pode ser fabricada para celulares. Alguns aparelhos como o Pocophone F2 Lite que, pelo visto, deve ter uma bateria de 5.000 mAh.

Entretanto o resíduo da produção de energia pelos humanos é um problema bem sério que ainda parece ser difícil de ser sanado. Mas hoje cientistas ingleses encontraram uma forma de resolver um dos piores problemas do tipo: o lixo atômico.

Pesquisadores da universidade de Bristol, na Inglaterra encontraram um jeito de utilizar resíduos radioativos presentes na usina nuclear de Berkeley, a primeira usina comercial do mundo que foi desativada em 1989, para fabricar baterias que podem durar até 5000 anos

Blocos de grafite em um reator nuclear

Como você pode ter notado nós não estamos falando ainda de smartphones. Essas baterias seriam feitas de resíduos radioativos de usinas nucleares que compostos em sua maioria de grafite, que é utilizado em blocos nessas usinas para moderar reações nucleares dos reatores, controlando a intensidade da radiação para que uma reação em cadeia não seja iniciada.

Infelizmente o grande programa até agora é que após o uso esses blocos de grafite não podem ser reutilizados e precisam ser descartados para longe do contato com qualquer ser vivo por pelo menos 30 anos.

Como o grafite é composto de carbono um método chamado deposição química de vapor é capaz de converter o material em diamantes de Carbono-14, que ainda é radioativo. Porém quando colocados próximos de um campo radioativo esses diamantes produzem eletricidade que pode ser utilizada para abastecer dispositivos com baixo consumo de energia.

Essas baterias seriam extremamente úteis em casos em que é difícil realizar a troca delas como marca-passos, naves espaciais, satélites e equipamentos instalados em vulcões. Tom Scott, que lidera o projeto, diz que a fabrica de baterias poderia ser instalada no mesmo local da usina, facilitando a logística do material, que está armazenado por lá.

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