Capitão da PM é preso 11 anos depois de matar homem por causa de discussão em boate

Policiais da Delegacia de Itaipava prenderam capitão da PM acusado de homicídio ocorrido em Petrópolis – Reprodução | Google Street View

Francisco Krischer atirou várias vezes e atingiu Eugênio Moisés, que morreu após 17 dias internado em um hospital e era vizinho do alvo, o segurança da boate Fernando Rabelo, que sobreviveu

Rio – Policiais civis da 106ª DP (Itaipava) prenderam, na manhã deste sábado, o capitão da Polícia Militar  Francisco Krischer. O oficial tinha um mandado de prisão preventiva por um assassinato e uma tentativa de homicídio ocorridos em 2009 em Petrópolis, na Região Serrana.

Segundo a investigação da polícia, Krischer atirou várias vezes com uma pistola calibre .380 contra Fernando Rabelo e Eugênio Moisés Lopes Filho. A motivação foi uma briga em uma boate meses antes, quando foi repreendido por Vacaldi, que era segurança do local.

Eugênio Moisés morreu após 17 dias internado em um hospital. O principal alvo, Fernando, foi atingido por um disparo nas costas e um na mão, e sobreviveu. A vítima fatal era vizinho do segurança e acabou baleado ao ficar na linha de tiro no momento do ataque.

A investigação chegou a fazer a exumação do corpo de Eugênio, 10 anos após o crime, assim como realizou várias diligências, que apontaram o capitão da PM como o autor do crime.

“O crime fora motivado por motivo fútil, uma discussão ocorrida em uma casa noturna poucos meses antes do fato apurado, envolvendo Krischer e a vítima sobrevivente Fernando”, diz a delegacia. O policial chegou a ameaçar de morte e, após sair da casa noturna, aguardou Fernando do lado de fora do estabelecimento para se vingar, mas o alvo conseguiu sair do local sem ser notado.
Procurada, a Secretaria da Polícia Militar confirmou que o militar pertence à corporação e que é lotado na Diretoria Geral de Odontologia (DGO).
O DIA