Célio cobra explicações do Planalto sobre monitoramento de redes sociais

Citado em lista publicada no site da revista Época, deputado cobra justificativas para trabalho pago com dinheiro público
O deputado federal Célio Studart (PV-CE) tomou imediatamente providências diante da revelação de que seu nome está na lista de parlamentares monitorados pelo Planalto. Nesta sexta-feira (20), Célio assinou requerimentos de informação a serem encaminhados à Secretaria de Governo e ao Ministério das Comunicações, além de ter pedido ao presidente da Câmara que cobre explicações do Planalto em nome do Poder Legislativo.
De acordo com a reportagem publicada na coluna do jornalista Guilherme Amado no site da revista Época, relatórios produzidos por empresa contratada com recursos públicos pelo Planalto acompanhou as atividades de parlamentares e jornalistas nas redes sociais.
Segundo dados da coluna, 105 deputados federais, nove senadores da República, uma deputada estadual e um vereador foram alvos de monitoramento. Questionado sobre os objetivos deste trabalho, o Planalto alegou sigilo e se recusou a dar explicações.
Nos requerimentos de informação, são feitas oito perguntas. Entre elas, quando se deu o início do monitoramento, se ele continua acontecendo e qual o valor total dos contratos. Além disso, requisita o encaminhamento das íntegras desses documentos. Após o envio pela Mesa Diretora da Câmara, os órgãos terão 30 dias para responder, sob a pena de cometimento de crime de responsabilidade.
No ofício endereçado a Rodrigo Maia, Célio Studart solicita também avaliação e busca de grampos e escutas ilegais em gabinetes dos deputados. “Espionagem governamental é crime contra a democracia!”, escreveu no Twitter ao anunciar essa ação.
Na mesma rede social, o parlamentar manifestou sua indignação. “Relatórios sigilosos? Isso é a volta da ditadura! Não precisa de sigilo comigo não, Jair Bolsonaro! Diga o que pensa na cara e digo o que penso na sua também”, postou Célio.