Covid-19: número de mortes sobe para 116; são 4.006 casos no Brasil

Taxa de letalidade da doença causada pela Covid-19 no país é de 2,8%; na noite deste sábado, a última morte registrada é de um jovem de 26 anos, em São Paulo

[Atualização] O último levantamento, agora combinando o divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde deste sábado (28) com informações das secretarias de saúde, informa que o número de mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus no Brasil subiu para 116; o Estado de São Paulo concentra 75% das mortes – 84 óbitos. Além disso, subiu para 4.006 o número de casos confirmados.

O último óbito registrado oficialmente até o momento é de um jovem de 26 anos diagnosticado com o novo coronavírus. Ele estava internado no Hospital Santa Cruz desde o dia 23 com problemas respiratórios. A vítima estava em tratamento para hiperuricemia – quando há altos níveis de ácido úrico no sangue. Segundo uma nota divulgada pelo hospital, o teste para Covid-19 deu positivo.

Ainda neste sábado, o Estado do Piauí confirmou a primeira morte em decorrência do novo coronavírus. A vítima foi Antônio Nonato Lima Gomes, de 57 anos, conhecido como Antônio Felícia, prefeito do município São José do Divino. Para confirmar a morte, que até então era apenas suspeita, o laboratório público estadual realizou dois exames que deram positivo para a doença.

Na quinta-feira (26), o Brasil completou 30 dias desde a confirmação do primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no país; até o momento, a situação é pior do que o que aconteceu no primeiro mês na Itália.

A maioria dos casos está concentrada na região Sudeste do país, com 2.222 casos confirmados da Covid-19. No Brasil, até o momento, a taxa de letalidade da pandemia do novo coronavírus é de 2,8%.

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Situação no mundo

No mundo todo, há mais de 526 mil casos confirmados da doença. O número de mortes no planeta já passa dos 23 mil. Só a Itália já são mais de 8 mil vítimas fatais. No mundo foram curados quase 122 mil, em sua maioria na província de Hubei, na China.

No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta terça-feira (24) que percebe uma “aceleração muito grande” em número de casos registrados nos Estados Unidos. O dado pode representar um possível novo epicentro da Covid-19, de acordo com publicação da agência Reuters.

Impacto regulatório

A InteliGov, startup de monitoramento parlamentar, criou um site com monitoramento automático e parametrizado do Diário Oficial da União e do Legislativo (federal, estadual e municipal) em tempos de crise. Nele, é possível ver todas as menções feitas à Covid-19 no Diário Oficial da União (DOU).

Pioneira na automação do monitoramento de informações governamentais, a InteliGov usa sua tecnologia para atualizar automaticamente as informações a cada hora, no caso do DOU, e diariamente, quanto às iniciativas do Legislativo.

Todo material disponível é gratuito, e dividido em duas categorias: ‘publicações na imprensa oficial’ e ‘proposições legislativas’. Acesse o site aqui.

Quarentena no estado de São Paulo

No sábado (21), o governador João Doria anunciou que, a partir de terça-feira (24) todos os 645 municípios devem cumprir quarentena por 15 dias até 7 de abril.

Com a medida restritiva, bares, cafés, restaurantes de São Paulo deverão fechar. Restaurantes serão autorizados a funcionar somente por meio de serviços de entrega (delivery). “Não sofrerão com quarentena serviços essenciais nas áreas de saúde pública, saúde privada, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza. Portanto, seguirão abertos hospitais, clínicas, supermercados, padarias (sem serviços de alimentação pronta) e açougues”, esclareceu o governador.

Estão excluídos da quarentena bancos e lotéricas, bem como aquelas indústrias cujo funcionamento, segundo Doria, é essencial durante o período para evitar desabastecimento no Estado e no país. As empresas que permacerem abertas devem adotar cuidados para evitar a transmissão do vírus entre funcionários.

Na capital paulista, a determinação de fechar o comércio já vale desde sexta-feira (20). Apenas padarias, farmácias, restaurantes, supermercados, postos de gasolina, lojas de conveniência e de produtos animais, além de feiras livres poderão funcionar. Segundo o Bruno Covas (PSDB-SP), as lojas poderão continuar vendendo produtos por meio de e-commerce (sites e aplicativos) e telefone.