Crise de segurança pública alarma Ceará; polícias travam embates com governo em mais 7 estados

CLARICE CARDOSO, DO UOL, EM SÃO PAULO

Os tiros contra o senador Cid Gomes (PDT), na tarde de ontem, expõem o acirramento de uma crise de segurança pública que levou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a assinar um decreto nesta quinta-feira autorizando o uso das Forças Armadas no estado de 21 a 28 de fevereiro.

O pedido foi feito ontem, antes do episódio com o parlamentar pedetista, pelo governador Camilo Santana (PT). As operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) só são aplicadas em caso de exceção, quando todos os instrumentos de segurança disponíveis já tiverem sido utilizados.

O motim dos policiais foi considerado inadmissível e perigoso pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. “Acho que uma greve de policiais, se não for controlada, é um grave sinal de anomia. É um perigo para as instituições. Nenhuma corporação armada pode fazer greve”, afirmou Lewandowski.

Reportagem da Folha retrata que não é apenas no Ceará que as polícias travam embates com o governo estadual: a tensão em torno de reajuste salarial, condições de trabalho está colocada também na Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais.

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