“Em política quando a gente fala não existe, a pessoa fala existe”, diz Mandetta sobre demissão

Luiz Henrique Mandetta deixou no ar hoje a possibilidade de demissão do Ministério da Saúde.

Perguntado sobre se o colega seria demitido, o chefe da Casa Civil, Braga Netto, disse que a ideia de demissão está fora de cogitação — no momento.

Ao que Mandetta comentou: “Em, política quando a gente fala não existe, a pessoa fala existe”.

Depois completou a resposta:

“Enquanto eu estiver nomeado, eu vou trabalhar com a ciência, com a técnica e o planejamento. E aí o mais é só uma questão de estresse um pouco mais alto. Tem hora que o Tarcísio [Freitas] briga comigo, tem hora que Onyx [Lorenzoni] briga comigo, eu brigo com o Braga [Netto], o Fernando [Azevedo] me puxa a orelha. É uma casa onde todo mundo está estressado por conta de um grande, um enorme problema para todas as nações do mundo.”

A presença de outros ministros e similares na primeira parte da coletiva (Onyx Lorenzoni, Braga Netto, Tarcísio de Freitas, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Raul Botelho, o AGU, André Mendonça), realizada no Palácio do Planalto, não no Ministério da Saúde, foi pensada para atenuar o protagonismo de Mandetta e, digamos, livrá-lo de perguntas politicamente incômodas. De agora em diante, será sempre assim: ministro “escoltado”. Jair Bolsonaro receia que o titular da Saúde possa ganhar projeção política para 2022.

O ANTAGONISTA