Ex-aliados de Bolsonaro veem traição à retórica da campanha…

Saída do Presidente Jair Bolsonaro do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)Imagem: Frederico Brasil / Estadão Conteúdo

Ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro criticaram a recriação do Ministério das Comunicações e a indicação do deputado Fábio Faria (PSD-RN) para encabeçar a pasta. Pelas redes sociais, antigos apoiadores do presidente – como Janaína Paschoal (PSL-SP) e o ex-ministro Sérgio Moro – viram contradição de Bolsonaro com suas promessas de campanha. A escolha de Faria para o cargo foi interpretada como mais um gesto de aproximação do presidente com o Centrão.

“Foi para isso que eu apoiei esse presidente? Foi para isso que fomos às ruas para derrubar Dilma?”, escreveu a deputada estadual por São Paulo Janaína Paschoal (PSL) em seu Twitter. “Bolsonaro se ilude, pensando que esse pessoal do Centrão vai blindá-lo. Melhor seria ficar fiel aos princípios que defendeu na campanha eleitoral! Dilma chegou a ter mais de 30 ministérios. Fosse fiel ao que prometeu, estaria muito mais forte. É triste!”.

Sem comentar a escolha do nome para comandar a pasta, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro criticou a criação de mais um ministério. O ex-juiz federal chamou a pasta das Comunicações de “Ministério da Propaganda”. “Recriado o Ministério da Propaganda. Quais serão os próximos?”, escreveu. O deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP) lembrou a promessa de campanha do presidente de reduzir o número de pastas do Executivo federal. “Mais um dos tantos atos que comprovam que Jair Bolsonaro se utilizou de um discurso em campanha. Na prática é o oposto. Recria ministérios e loteia cargos. Nunca foi um reformista. Nem um homem de palavra”, escreveu em seu Twitter.

Rompida com o governo e alvo constante de críticas do presidente e de seus filhos, Joice Hasselmann (PSL-SP) também criticou o presidente e a escolha do novo ministro. Em uma série de tuítes, a deputada disse que Bolsonaro faz “aparelhamento” de emissoras de televisão simpáticas ao seu governo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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