Herança maldita II


Herança maldita II





Bens de Toshio, aqui de fazendeiro, estariam bloqueados indiretamente? 


É público e notório que nas eleições vemos de quase tudo entre participantes, concorrentes aos cargos eletivos, mas isso acontece entre adversários políticos, em lados opostos que querem vencer as eleições, ou para darem continuidade ou para renovarem o poder e mudarem o jeito de governar.


Ninguém nega também que quem é pré-candidato a continuidade de seu antecessor, de mesmo grupo político, não agride, sabota, pisa, ignora ou se omite à Administração que pretensamente tomará o lugar,
eis que estaria negando suas próprias origens, e pior, no caso de Ourinhos há lembrar que a prefeita Belkis Fernandes ao vencer as eleições em 2012, herdou o que de pior se pode esperar de uma Administração anterior, que sucedia repleta de irregularidades que procurou por todos os meios sanar enquanto seus próprios companheiros a sabotavam, sem lhe deixarem tomar fôlego entre um problema a resolver e outro criado, pois enquanto sanava um outros tomavam o seu lugar. Difícil então administrar uma cidade com subordinados herdados de outro, que não de sua confiança, que não seus amigos. Daí as irregularidades, até mesmo gritantes herdadas da gestão Toshio Misato, que se tornaram um pesadelo à gestão Belkis Fernandes que tapou os buracos que pôde, gastando milhões dos cofres públicos para precariamente governar e ao mesmo tempo pagar as dívidas contraídas pelo governo Toshio Misato, praticamente impagáveis e que destruíram os sonhos dos ourinhenses por 20 anos, tempo que levará para o Município de Ourinhos amenizar suas dívidas.


E claro que as irregularidades hoje pipocam, como já aconteciam na época e continuaram forçosamente com a Administração atual, haja vista o bloqueio de bens de Toshio Misato e da ex-secretária Lúcia Tutui que se somam hoje a outro bloqueio de bens também de Toshio Misato, de dois secretários e da prefeita Belkis por omissão na Execução do contrato realizado com a empresa Chammas Construções, quem venceu a licitação para a construção da concha acústica, que agora está sendo construída e paga novamente em projeto diferente e menos custoso que o anterior por outra empresa construtora.


Evidente que pagando contas do governo anterior de Toshio Misato a prefeita Belkis Fernandes não haveria de ter o dinheiro necessário para as obras da cidade, além das irregularidades que se somaram e, dessa forma, sua administração, o lado positivo de uma gestão não haveria de tomar força e o desgaste político enviabilizaria qualquer pretensão política que agora seu pretenso sucessor, a quem sucedeu e tapou seus buracos, jogou para debaixo do tapete toda sua sujeira, enterrou.


Quer então, agora como o “Salvador da Pátria”, traindo sua antecessora Belkis, se omitindo a tudo e a todos e tentando novamente enganar o povo de Ourinhos com um discurso de inovador, querendo passar por um moderno inocente e experiente administrador que levará Ourinhos novamente ao crescimento, a criação de empregos, ao saneamento do asfalto tão criticado, a melhoria da Saúde e da Educação, quando na realidade foi o grande causador do caos que tomou conta da cidade e onde, se Ourinhos se encontra em má situação, é estritamente por culpa dessa herança maldita que Belkis Fernandes recebeu e administrou da melhor forma que pôde até então criticada pela população e agora também criticada pelo seu próprio grupo político que a acompanhou e é até hoje seus dependentes, que minaram escandalosamente sua administração.


Com o discurso de seu grupo político jogando todos os males da Administração “nas costas” da prefeita Belkis e o PMDB se envergonhando da falta de apoio e ataques indevidos a sua líder, o grupo político começa a desmoronar e o PSDB de Toshio Misato pode ficar sozinho com a sujeira de seu pré-candidato, omitindo ao povo os tantos problemas criados, dinheiro que deve devolver aos cofres públicos, as contas de 2012 à serem rejeitadas pela Câmara Municipal nesta segunda-feira, a casa está caindo a passos largos.


A traição de Toshio Misato a Prefeita Belkis Fernandes somados a inegibilidade prestes a ser apontada na Câmara Municipal, os bens bloqueados e a serem novamente bloqueados dele e de gente a ele ligada, os milhões que devem ser devolvidos aos cofres públicos (dinheiro tem), a cassação do ex-deputado Mauro Bragato, serão nesta segunda-feira os empecilhos da campanha do tucano que pode parar já nesta segunda-feira e, como dissemos em matéria anterior, o pré-candidato deve “jogar a toalha bem antes da praia”, não por sua vontade, mas pela vontade do povo de Ourinhos e por justiça.