LEGISLATIVO E EXECUTIVO OURINHENSE – O INTERESSE PÚBLICO EM PRIMEIRO LUGAR – MAS NÃO!!

Havendo submissão de um Poder quanto a outro a separação desses poderes perde a eficácia, perde o objeto, se torna um só, um Poder Absoluto, CONTRA A VONTADE POPULAR, QUE QUER DEMOCRACIA.

Temos, nesta democracia, três poderes independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário, que devem conviver em harmonia (e o significado de harmonia não é submissão), mas atentando sempre para a independência de cada um, ou seja, não devendo haver submissão deste ou daquele com o outro, o que nem sempre ocorre na prática.

Deixemos o Judiciário de lado, ainda que haja uma certa conivência em muitos casos, o que aponta para a submissão de um desses poderes, dependendo da pauta.

O Executivo e o Legislativo, poderes que passarão por eleição no dia 15 e 29 de novembro deste ano, citando diretamente a cidade de Ourinhos, não entendem o significado de “harmonia”, ainda que não podendo apontar com provas a clara submissão da Câmara Municipal ao Executivo, as fortes evidências não contradizem tal fato, ou seja, de que há submissão entre estes dois poderes, podendo ser por intermédio de rachadinhas na contratação de cargos comissionados e funções de confiança ou outros favores aos vereadores que indicam esses mesmos funcionários que também podem ocasionar rachadinhas, atendimentos de pedidos dos vereadores, podendo ser pessoais ou que dele se locupletam de alguma forma e outros casos que, em contrapartida, todo e qualquer projeto oriundo do Executivo, seja legal ou imoral, de interesse público ou a ele prejudicial, não importa, serão aprovados com certeza, ainda que a oposição se oponha veementemente, de nada adiantará diante da submissão da Câmara Municipal ao Executivo, que não se importa, este, com a opinião pública que manipula como quer utilizando-se de fakes nas redes sociais em um verdadeiro exército de cargos comissionados, funções de confiança, entre eles candidatos escadas (quase 700) e apaniguados que se locupletam de alguma forma e estão a serviço da reeleição do prefeito e sua base de sustentação no Legislativo.

O fato é que, nesta cidade, tudo indica a submissão do Legislativo ao Executivo, e o que acontece com isso?? Qual o resultado dessa submissão?? No site PODER 360 de ontem Roberto Livianu esclareceu em um parágrafo o resultado do poder que tende a corromper, e infelizmente, no nosso caso de Ourinhos, onde o poder ABSOLUTO, desde que o Legislativo se submete ao Executivo e o torna absoluto, que O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE.

Leia abaixo e conclua:

O princípio da separação dos poderes traz consigo a essência republicana. O plano arquitetônico jurídico de criar freios e contrapesos entre os poderes visou evitar a indesejável concentração deles, que poderia ser fonte geradora de corrupção, como alertou Lord Acton, para quem o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente. (Roberto Livianu, PODER 360)

 

JORNAL TABLÓIDE

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