OMS: Mães com vírus não devem ser separadas de bebês…

Amamentação em provas de concursosImagem:

Wilson Dias / Agência Brasil

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, recomendou nesta sexta-feira que mães contaminadas pelo coronavírus não devem ser separadas de seus bebês e devem continuar amamentando. De acordo com a agência, não existem evidências de que o leite materno transmita a doença. E, ainda que exista o risco de contaminação, a OMS considera que os benefícios da amamentação são superiores aos problemas que a criança poderá ter. Por isso, a recomendação é para que a prática seja mantida e que bebês apenas sejam separados de suas mães se a condição da mulher for muito grave. O recado da OMS ocorre num momento em que a entidade começa a se preocupar com os riscos de uma pandemia prolongada e o impacto que isso terá para o acesso aos serviços de saúde para mulheres. O temor é de que, com hospitais saturados, muitas acabem não sobrevivendo às complicações na gravidez. Natalia Kanem, diretora-executiva do Fundo da ONU para População, apontou ainda como grávidas estão sem acesso a serviços de saúde, resultado na morte de muitas mulheres.

Segundo ela, o confinamento ou restrições durante seis meses resultaria em sete milhões de casos extras de gravidez indesejada. Isso seria resultado direto do fato de 47 milhões de mulheres terem ficado sem acesso a métodos contraceptivos. Para o Fundo, uma das consequências deve ser ainda 13 milhões de casamentos forçados extras nos próximos anos. Outros estudos ainda apontam que os problemas no acesso aos serviços públicos poderiam causar a morte de um milhão de crianças e 50 mil mulheres.

UOL