Para analistas, Bolsonaro se arma para protestos ao tentar tirar pena de militar

Bruno Aragaki, do UOL
O Projeto de Lei (PL) que abranda e até retira punições de militares e outros policiais durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi apresentado pelo presidente Bolsonaro (sem partido) como uma resposta ao “ladrão de celular” e contra “quem estiver portando arma de forma ostensiva”.

Mas analistas ouvidos pelo UOL cogitam outra utilidade do projeto, muito similar a um decreto da autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez: o de se preparar para conter, inclusive com tiros, manifestações que venham a transbordar no Brasil, a exemplo do que se tem visto no Chile, na Bolívia e agora, na Colômbia.

“Se essa lei for aprovada e ocorrer uma onda de manifestações contra o presidente, as Forças Armadas estão autorizadas a matar oponentes”, diz Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Hoje, Bolsonaro expressou desejo de que o Congresso aprove também Projeto de Lei para autorizar operações de GLO para expulsar invasores de terra.

UOL