Piloto joga avião cheio de drogas para cima da Polícia Federal

Imagem: Polícia Federal

Agentes da Polícia Federal foram surpreendidos por um piloto que jogou um avião cheio de drogas em cima dos policiais durante uma interceptação.

O caso aconteceu em Ipixuna do Pará, a pouco mais de 250 km da capital Belém. Os agentes da Polícia Federal e de seu GPI – Grupo de Pronta Intervenção – deslocaram-se até a pequena cidade após receber a informação de que um avião, que estaria trazendo drogas do exterior, realizaria pouso em uma pista clandestina.

   Polícia Federal             @policiafederal            20 de nov de 2020

A PF prendeu em flagrante, ontem, 2 pessoas envolvidas com o tráfico internacional de drogas. Uma equipe da PF se deslocou ao município de Ipixuna, no Pará, após receber notícia de que um avião, que estaria trazendo drogas do exterior, realizaria pouso em uma pista clandestina.
https://twitter.com/i/status/1329775466165784579
Polícia Federal        @policiafederal   
Na ação, após a PF flagrar o ato do descarregamento da droga na pista, o piloto, em fuga, jogou o avião na direção dos policiais. Os presos e a droga (maconha) foram levados à sede da PF em Belém/PA onde, após a pesagem, constatou-se que o peso do carregamento era de 452 kg.
Imagem

Ao ser interceptado pela Polícia Federal, o piloto então acelerou a aeronave, jogando-a para cima dos agentes da corporação, que conseguiram se desviar do avião enquanto o mesmo acabou saindo da pista clandestina e parando no mato.

Após a parada, o piloto foi preso e 452 quilos de maconha foram encontrados. O AEROIN obteve acesso ao auto de prisão, e nele é informado que o piloto de nome Axiel Bottega foi preso por tráfico internacional de drogas e associação criminosa, com agravante de violência pela tentativa de atingir os agentes com o avião.

A aeronave em questão é um bimotor a pistão Beechcraft Baron 58TC Turbo, um dos mais populares da categoria. No caso o Baron envolvido é cadastrado no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da ANAC sob a matrícula PT-OQB, sendo listado como seu proprietário Lorenzo Espínola Júnior e seu operador Márcio Roberto Sales de Araújo.

Imagens:  Polícia Federal

Tela do RAB com as informações da aeronave.

O avião não tinha nenhum documento atrasado e estava autorizado a fazer voos privados, conforme dados do sistema da ANAC na imagem acima. Não foi divulgado qual seria a origem da aeronave, e nem qual a relação do piloto com o proprietário e/ou o operador.

AEROIN