PIRÂMIDE FINANCEIRA – G44 compra carro de luxo de R$ 600 mil mesmo devendo 10 mil clientes

G44 foi objeto de reportagem recente no SBT, após lesar cerca de 10 mil clientes no Brasil todo.

Mesmo devendo essa quantidade massiva de investidores, a empresa adquiriu em março um veículo de luxo no valor de R$ 600 mil.

A informação consta em um recurso julgado pela 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

G44 compra veículo de luxo durante crise do coronavírus

O recurso foi movido por um investidor, que pediu a penhora de criptomoedas da G44 como tutela de urgência.

O autor da ação afirma que investiu R$ 10 mil na empresa e chegou a receber algumas parcelas de rendimento.

Contudo, assim como ocorreu com outros investidores, tais pagamentos cessaram em 2019.

É explicado ainda os acordos firmados com investidores, que até hoje não foram cumpridos. Na verdade, a G44 já está no terceiro acordo com seus clientes.

Então, é revelado nos autos que no dia 08 de março deste ano, a G44 comprou um veículo de luxo avaliado em R$ 600 mil.

O modelo do veículo não é mencionado, embora só seu valor seja suficiente para chamar a atenção.

Conforme relatado pelo CriptoFácil, a G44 não tem nenhum valor em conta. Advogados apontaram para uma possível ocultação de bens.

Desta forma, a aquisição de um veículo de valor tão alto é, no mínimo, estranha.

O autor da ação pede ainda o bloqueio de criptomoedas, por meio da Instrução Normativa nº 1888 da Receita Federal.

Recurso indeferido

Mesmo com os argumentos apresentados, o pedido de penhora de criptoativos como tutela provisória foi indeferido.

Em seu voto, o relator Josaphá Francisco dos Santos fala sobre o mercado de criptomoedas não ser regulamentado no Brasil.

Assim sendo, seus clientes estão expostos a “toda sorte de intempéries dado seu alto grau de risco”.

Além disso, o fato do autor ter recebido parte dos pagamentos levou o relator a ponderar sobre a G44 ser realmente uma pirâmide financeira.

Tendo em vista que o relator entendeu não haver indícios suficientes para demandar a penhora, o pedido foi indeferido.

CRIPTOFÁCIL