Polícia: ‘Narcomilícia’ usou armas de guerra em ação que matou 12

17 mortos em 24 horas

MARIANA TRAMONTINA, DO UOL

Uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ontem à noite, matou 12 suspeitos que integravam um comboio em Itaguaí (RJ), na Baixada Fluminense. Em entrevista à imprensa hoje, a Polícia Civil defendeu a legalidade da operação ao dizer que os policiais reagiram a um ataque com armas de guerra.

Entre as vítimas está o ex-policial militar Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como Bené, apontado como um dos chefes do grupo na lista dos criminosos mais procurados do Rio. Monitorado há duas semanas, o grupo —nomeado pela polícia como “narcomilícia” por suposta associação com o tráfico de drogas— teve o comboio interceptado e trocou tiros com os agentes, segundo a polícia.

A polícia apreendeu ao menos oito fuzis, quatro pistolas, munições, carregadores, um facão, aparelhos de comunicação e quatro veículos. Os agentes relataram ainda que os suspeitos usavam fardamento militar, coturnos e coletes à prova de bala. Em um dos coletes apresentados à imprensa, lia-se “polícia”.

A operação faz parte de uma força-tarefa criada para coibir eventual intervenção de organizações criminosas nas eleições deste ano na Baixada Fluminense. Em 24 horas, a polícia matou 17 suspeitos da mesma milícia, chamada de Bonde do Ecko, considerada uma das maiores milícias do país.

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