TSE reabre investigação em ações que pedem cassação da chapa de Bolsonaro…

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, votou a favor da reabertura da apuração               Imagem: 18.mar.2020 – Nelson Jr./SCO/STF

Por 4 votos a 3, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu reabrir a fase de investigação de duas ações que pedem a cassação da chapa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do seu vice, Hamilton Mourão (PRTB). As ações tratam da invasão, durante as eleições de 2018, do grupo na rede social Facebook “Mulheres unidas contra Bolsonaro”. Com a decisão, o TSE volta a apurar o caso e somente numa etapa posterior vai julgar se existem elementos contra a chapa que elegeu Bolsonaro.

Hoje, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, deu o último voto e desempatou o julgamento a favor da reabertura das investigações. Os ministros Edson Fachin, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto e Carlos Velloso Filho também foram favoráveis à reabertura da apuração. Os ministros Alexandre de Moraes, Og Fernandes e Luiz Felipe Salomão foram contra. As duas ações julgadas pelo TSE foram abertas pelas coligações dos ex-candidatos à Presidência Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

Os invasores mudaram o nome da página “Mulheres unidas contra Bolsonaro” para “Mulheres com Bolsonaro 17”, excluíram seus administradores, fizeram publicações para elogiar o então candidato a presidente e apagaram os comentários críticos a ele. Até o momento, não foi identificada participação da campanha de Bolsonaro no ataque hacker. A invasão durou cerca de 24 horas. Em um perfil em outra rede social, Bolsonaro compartilhou uma imagem da página invadida e fez um comentário: “Obrigado pela consideração, mulheres de todo o Brasil”.

Entre as medidas investigativas pedidas pelos autores da ação estão a realização de perícia para identificar os autores da invasão ao grupo de Facebook e o acesso às investigações da Polícia Civil da Bahia sobre o episódio. Caberá ao corregedor do TSE, ministro Og Fernandes, analisar novamente esses pedidos para a produção de provas.

UOL