Urgente! Governo corta 158 mil do Bolsa Família em meio ao coronavírus

O Nordeste do país foi a região mais afetada com o corte. Do total de 158,4 mil benefícios cortados em março, 96.861 sofreram com o corte

Na última quinta-feira, 19 de março, o Governo Federal, através do Ministério da Cidadania, iniciou os pagamentos da folha do mês de março aos beneficiários do programa Bolsa Família. No entanto, foi registrado que o governo federal, em meio à crise social gerada pelo coronavírus, fez um corte de 158.452 bolsas.

O Nordeste do país foi a região mais afetada com o corte. Do total de 158,4 mil benefícios cortados em março, 96.861 (ou 61,1% do total) foram retirados da região.

O número de beneficiários do programa é o menor do governo Jair Bolsonaro e o menor desde maio de 2017, quando o Bolsa Família registrou o maior corte da história do programa, com 543 mil bolsas retiradas dos beneficiários.

O Ministério explicou ao Portal UOL que a redução ocorreu devido a novas 185 mil famílias ingressaram no programa, mas 330 mil “se emanciparam” por apresentarem evolução nas condições financeiras, “ou seja, superaram as condições necessárias para a manutenção do benefício”. “É importante destacar ainda que os cancelamentos estão relacionados aos procedimentos rotineiros de averiguação e revisão cadastrais”, disse o setor ao site da UOL.

Por causa do Coronavírus, mais de 1 milhão de brasileiros serão inclusos no Bolsa Família, diz governo

Ministério da Economia, através do ministro da pasta, Paulo Guedes, revelou um conjunto de medidas do Governo Federal com o objetivo de reduzir os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, o Governo vai reforçar o programa Bolsa Família, com a inclusão de mais 1 milhão de beneficiários. O impacto da medida é de até R$ 3,1 bilhões.

De acordo com informações do governo, serão destinados nada menos que R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais para socorrer setores da economia e grupos de cidadãos mais vulneráveis, além de evitar a alta do desemprego. Do valor total, R$ 83,4 bilhões devem ser destinados à população mais pobre e/ou mais idosa.

Ao apresentar as medidas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o sistema econômico responde a esse tipo de pandemia de foma similar ao corpo humano. “Igualzinho esse coronavírus, afeta mais as fatias mais vulneráveis. Os mais idosos são mais vulneráveis porque a defesa imunológica é mais baixa”, disse.

“A economia é igual. Uma economia resiliente, com a parte de fundamentos fiscais no lugar, estrutura firma, reformas estruturantes, ela mantém a resiliência e fura essa onda. O Brasil está começando a reaceleração econômica, aí vem uma turbulência e ele tem condições de ultrapassar isso. São três, quatro meses.”

No Bolsa Família, todos os meses um valor é transferido diretamente ao conjunto familiar de extrema pobreza. Para saque do valor, o governo também exige um acompanhamento da situação dos dependentes nas áreas da saúde e educação. Neste caso estão incluídos crianças, adolescentes e mulheres grávidas.

Pagamento de R$200

Como parte do plano para combater o novo coronavírus (COVID-19), o Governo anunciou que vai conceder vouchers para repassar dinheiro à parcela da população que não tem trabalho formal. Para isso, o cidadão não deve receber valores de  programas como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

ministro da EconomiaPaulo Guedes, anunciou a medida em entrevista no Palácio do Planalto. De acordo com o chefe da pasta, outra ação do governo vai ser pagar parte dos salários de trabalhadores de micro e pequenas empresas.

Segundo Guedes, a medida vai ser assinada pelo presidente Jair Bolsonaro ainda nesta quarta-feira (18). A medida vai permitir a cada beneficiado receber cerca de R$ 200 mensais por um período de três meses.

“Preocupação do presidente é o mercado informal, são 38 milhões de brasileiros que estão nas praias vendendo mate, vendendo cocada na rua, são os flanelinhas”, afirmou.

Aos cofres federais, as medidas vão custar R$ 15 bilhões. O presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Congresso que seja decretado estado de calamidade pública. A ideia é permitir a ampliação dos gastos do governo em ações desse tipo.

Vale lembrar que a proposta, que libera o governo de cumprir a meta fiscal deste ano, ainda precisa ser votada pelo Legislativo.

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