Voluntários que se dedicam aos pacientes do Hospital Amaral Carvalho vão ser homenageados em Brasília

Voluntários que se dedicam aos pacientes
do Hospital Amaral Carvalho vão ser homenageados em Brasília

Karina
e o seu parceiro de dupla dos Remédicos do Riso percorrem o hospital,
levando alegria e descontração para todos os que estão no caminho



Terceira
Jornada dos Voluntários será entre os dias 5 e 7 de agosto, no Distrito
Federal, e reunirá representantes de várias ligas do Estado de São
Paulo

  
A Federação Brasileira da Entidades de Combate ao Câncer – Febec,
com apoio do centenário hospital filantrópico Amaral Carvalho de Jaú,
promove a 3ª Jornada dos Voluntários da Saúde. O evento será realizado
no próximo mês, de 5 a 7 de agosto, em Brasília,
e reunirá cerca de 40 voluntários.
No encerramento da jornada, autoridades,
inclusive do Ministério da Saúde, e representantes de várias ligas de
combate ao câncer do estado de São Paulo serão homenageados.  Pessoas
como a psicóloga Karina Bisioli Vilella, de Jaú, que há um ano reserva
parte do seu dia para alegrar os pacientes do
hospital.
  
Karina é a Florzinha, uma das integrantes do grupo Remédicos do
Riso. O trabalho voluntário é levar alegria aos pacientes internados em
tratamento no hospital. “A gente encontra pessoas em situação
psicológica muito complicada diante do diagnóstico do
câncer. O nosso objetivo é levantar o astral de quem está nessa
situação’, conta a psicóloga.
  
Karina conta que o seu amor pelo voluntariado começou bem cedo.
“Minha mãe era voluntária do Amaral e me levava junto. Fui vendo o
quanto importante era o trabalho dela e resolvi também dedicar o meu
tempo para o próximo”.
  
Karina e o seu parceiro de dupla dos Remédicos do Riso percorrem o
hospital, levando alegria e descontração para todos os que estão no
caminho. “A gente brinca com funcionários, pacientes, acompanhantes. A
receptividade é muito legal”. Para ela, um trabalho
gratificante. “Não tem outro significado para mim. É muito gratificante
poder alegrar um pouco a vida das pessoas. E acho que esse trabalho
também ajuda no tratamento”, finalizou.


  
Na agenda da 3ª Jornada dos Voluntários em Brasília, a principal
atividade será a visita dos voluntários aos gabinetes no Congresso para 
conscientizar os parlamentares a apoiar o trabalho do Hospital Amaral
Carvalho na luta contra o câncer. Auditorias
feitas por empresas independentes revelaram que o HAC tem um déficit
significativo entre o que recebe da tabela do Sistema Único de Saúde –
SUS e o que gasta no tratamento.
  
O Movimento de Luta contra o Câncer paulista abrange 4.200
voluntários de 108 Ligas de Combate à doença, que, juntas, atendem cerca
de 25.000 pacientes em todo o estado. São Paulo tem a maior rede
pública de hospital de tratamento de câncer em todo o
país.
Sobre o Hospital Amaral Carvalho
O
Hospital Amaral Carvalho
(HAC) é uma centenária instituição que promove a saúde e bem-estar aos
brasileiros. Referência em oncologia e transplantes
de medula óssea, prioriza a assistência social e conta com uma rede de
mais de quatro mil voluntários que integram as Ligas de Combate ao
Câncer. Localizado em Jaú, interior paulista, o HAC recebe anualmente,
em média, 70 mil pacientes de todos os estados
do país, a maioria de São Paulo, e realiza mais de um milhão de
procedimentos, como quimioterapia e radioterapia. Além de prestar
assistência à saúde de qualidade com foco na segurança dos pacientes, se
destaca pela abordagem humanizada. Uma das iniciativas
que beneficiam seus usuários é o vínculo com grupos voluntários que
oferecem suporte aos mais carentes para garantir a continuidade e
melhores resultados no tratamento.
 
Sobre as Ligas de Combate ao Câncer

O
movimento voluntário do Hospital Amaral Carvalho teve início na década
de 90, a partir da criação da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, em
Jaú/SP, com
um grupo de senhoras, entre elas, esposas de médicos e diretores, que
atendiam as necessidades dos usuários do hospital que residiam na
cidade. O êxito das atividades incentivou a organização de uma rede de
apoio nos municípios que mais encaminhavam pacientes
para tratamento oncológico, como Garça, Santa Cruz do Rio Pardo e
Ibitinga. E
scolhido
para ser articulador desses grupos, José Eduardo Nadalet saiu em busca
de interessados em ajudar, e então, passou a cadastrar
voluntários, orientar e acompanhar as ações.
Esse
modelo se expandiu a vários municípios e, hoje, conta com mais de 4 mil
pessoas que oferecem suporte a aproximadamente 25 mil pacientes através
das 108 Ligas
de Combate ao Câncer vinculadas ao HAC. Fundamentais às políticas de
saúde pública e ao bem-estar de milhares de brasileiros, o voluntariado
supre carências de atenção extra-hospitalar dos doentes, como questões
de logística, condições financeiras e até mesmo
incentivo durante as etapas do tratamento.
Nas
cidades em que esses grupo atuam, o índice de cura é 12,4% superior em
relação a outras localidades, segundo levantamento do Registro
Hospitalar de Câncer do
HAC.